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Sábado, Fevereiro 18, 2006
Entre a quimera e o campo
O trigo plana sobre os ares.
Dentro da minúscula esfera
Valsejando ébria e estonteada
Pelos rumos entumescidos do destino,
Guarda em si uma parcela do sol da aurora
Suspensa no espaço azul, líquido, luminoso.
A vida lhe fugiu raíz
Num rompante dolorido ateou aos ares
Entre delicados e coleantes arquejos
Das deidades supra sensíveis da ventania
Ao sabor do sorriso pleno do Mais Alto.
Dançando e rodopiando em desafio à vida
Venceu o pensamento e dominou a morte
Aquela pequenina esfera, tal como luz constelatória
Vive a existência do universo em cataclismas de alegrias
Onde seu paradeiro não pude mais pensando alcançar.
Escrito por Benefactor às
1:16 AM
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