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Domingo, Março 19, 2006
Um verme chega até você, fétido e nojento
Aprecia sua paciência e altivez, e naturalmente institivo
Rosna o estômago maldito, deseja-o suculento
Sem pensar ( vermes não pensam ), arrasta-se atrás do atrativo.
Com seu ar faveloso, sua cultura populacho
O verme numa estratégia de lavadeira
Abre a torneira enferrujada de sua boca podre
Vomitando toda sorte de merda e sujeira
Com sua mente "retarda", e seu gesto pobre
Almejando por todos os meios, de coração
Sentir-se igual, chamar sua atenção!
Diz-lhe estas palavras:
"Ó pobre verme, criatura indócil e enervada
Pobre bonequinha do irmão mais velho de saber
Que de tanto, na sua vida crua, levar porrada
É cada vez mais verme, a apodrecer
Toma tua pinga amarga sozinho, vai ao culto aceitar Jesus
Por quê na tua condição putrefata, coisa melhor não te avizinha
Olha, a cor dos céus é a cor do pus
Você também, criatura, para lá caminha
Com os pés doentes, com o corpo sujo
Como no meio do aterro um caramujo!"
Isto dizendo, dê-lhe um belíssimo sorriso burguês, e com piedade, mande-o procurar sua turma.
Escrito por Benefactor às
8:01 PM
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