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Sábado, Agosto 05, 2006
Uma serpente líquida, luminosamente verde
Desvela-se transformada em lágrima pela tez das folhas maternais
Balouçam os cipós entre as crinas da terra
Os vapores buscam os céus que os destilam
A chuva derrama-se num gris infinito.
Escorrendo pelas terras encharcadas
A alma cálida, metamorfose de prantos
Sofre dos males das tempestades e dos calores
Da matéria parindo por vezes sabores, outras fezes
Na sua infinda miscigênica entorpecida.
Vencendo com submissão e equilíbrio as desventuras coesivas
Do batalhão orgânico que em raízes e terra obsta a força e a valentia
A alma enpranteada se elastece, infunde-se, escapa
E assim percorre espaços onde o céu traja sombras e sons
Procura Yara que a espera.
Escrito por Benefactor às
5:36 PM
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