|
|
|
Quinta-feira, Agosto 30, 2007
Contemplo sereno a magia mansa que emana
Distante, constante, oniricamente presente
O encanto irracivelmente belo, de manifestação profana
De tudo aquilo que és, de tudo aquilo que sente.
Olhando iconoclasta apenas, apologindo-te as formas
Conformaria apenas a auréola matinal da mais efusiva colméia
Chegavas e partias, todos os dias, assim como tantas outras
Tua luz entretanto ardia forte, reluzindo através de tua pele de azaléia.
Vi-me tão profundamente submerso no miríade lancinante
Da magia faceada nos teus gestos, da lascívia no teu seio onipresente
Que cego, estonteado, inebriado, arquejante
Perdi-me a vida naqueles segundos, numa lâmina desferida, de estrela cadente...
E como uma luz que brilha, corre, faísca e morre
Que eu seja o espaço, estrela, e que nossos corpos seja um somente
Faiscando e farpejando paixão, amor, langor, formando inversamente uma torre
Encravando no teu âmago carnal uma chama de alma semente.
Escrito por Benefactor às
11:46 PM
Opine!

|