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Sexta-feira, Novembro 28, 2008
Às vezes te observo passando pela rua
Pesada como um tornado, raivosa como um relâmpago
Fechada como um céu em tempestade perene.
Sinto vontade de te falar, amansar esse teu jeito
Dizendo-te, entre coisas outras coisas intocáveis e intranscritas
Que não existem carrancas de cristal, nem flores de arame
Que não existem céus de tempestades, mas tão somente nuvens passageiras
E também não existem lábios sem sorrisos, mas belezas e mistérios escondidos
E que esse jeito de você ser você, coisa linda, simplesmente não existe além da miragem
Posto que bem além dessas facetas nas quais você se esconde
Há sempre o mais doce dos lábios, do mais luminoso sorrir
Dos mais arfantes e desejoso seios
Da mais incansável sede, do mais efusivo amor,
E por ti, minha linda, andaria neutro por entre as tempestades
Adormeceria os raios entre meus dedos
Até alcançar, lutar, conquistar, saciar
A aguerrida verdade da tua beleza.
Escrito por Benefactor às
8:10 PM
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Sexta-feira, Novembro 21, 2008
Um dia ficamos sós em meio à multidão
Você verso e reverso, texto e contexto, amada, amante
De tudo o que emana da imensidão
Silente mansamente ardente, crescente e cadente
Da efusão do amor, da esperança e da solidão.
Um minuto, meia eternidade
Você, asas infindas, étereas dos meus pensamentos
Vida guia da mais sentida saudade
Do mais copioso desejo, do fervor, da felicidade desfeita em desalentos
Seguem lentamente, linda, os dias e as horas passando sob o sabor dos teus semblantes
E no meio da multdão, sozinho, espero o retorno do teu sorriso, entre meus lábios assim amantes
Escrito por Benefactor às
6:37 PM
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